terça-feira, janeiro 30, 2007

Entrevista com Candice Night traduzida



Esta entrevista está originalmente postada no site Music Street Journal

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Music Street Journal: Por que um álbum de natal do Blackmore´s Night?

Candice Night: Canções de natal são algo que Ritchie e eu estamos fazemos a um bom tempo. Nós apenas não haviamos colocado-as em um CD para compartilhar com o mundo. Ritchie e eu nos conhecemos por uns 17 anos e vivemos juntos desde 1991 e todo ano temos essa grande festa de Natal em que abrimos as portas e convidamos todos, nossos amigos e os amigos dos amigos. É uma dessas festas que vai das nove da noite até as dez da manhã seguinte. Nós temos mágicos, físicos e caricaturistas e todo ano nós trabalhamos nessas canções festivas e tocamos para nossos amigos. Nós até andamos pelas vilas por aqui. Nós moramos perto do mar, portanto há uma vila de beirada de mar. Nós andamos pelas ruas e tocamos essas canções para as pessoas. Há um festival de Charles Dickens e nós tentamos nos infiltrar sem ser percebidos e usamos nossas capas e tocamos as músicas. Então essas canções são realmente algo que está em nossos corações a muito tempo and coisas que compartilhávamos como nossos círculos internos por tantos anos agora achamos que seria uma progressão natural para realmente colocar num CD e compartilhar essas melodias com o mundo no estilo de Blackmore´s Night.


Music Street Journal: Com tantas canções natalinas originadas na antiguidade, foi difícil diminuir para apenas doze canções para o álbum?

Candice Night: Esse é um problema pois há muito para se escolher. O material é interminável e é maravilhoso porque você pode realmente mergulhar nessas canções do velho mundo e o modo que elas eram feitas antigamente e realmente se involver na instrumentalização que eles podem ter usado em outro período de tempo, o que é algo que amamos fazer naturalmente de qualquer jeito. Então o que acabamos fazendo é diminuir e olhar a temporização e os tons das músicas. Temos a tendência de não colocar duas músicas lentas juntas ou duas músicas rápidas juntas, então nós mudamos elas e temos a variedade do que a lista de músicas que estarão no CD e isto nos ajuda muito pois foi possível para nós limitarmos as canções que seriam usadas devido ao vasto material disponível. Se existissem duas canções no tom de Lá, então dizíamos que era melhor colocar essa mais para o fim ou colocar ela em um próximo álbum de natal.


Music Street Journal: Bom você mesmo disse, então vamos ir adiante nas perguntas, há planos de gravar outro álbum como este no futuro.

Candice Night: Sim, adoraríamos porque há uma grande quantidade de material por ai. Nós sentimos que muito acabava indo para o chão da sala de edição, o que é uma pena, então há muitas canções que acabamos fazendo para nós mesmos ou nossos amigos ou família que tivemos que deixar de fora do álbum. Mas isso é que é maravilhoso da época festiva, há todo ano estão há sempre braços abertos para pergamos essas músicas e continuar a fazer elas no futuro e soprar nova vida em velhas canções a tocar no próximo ano ou no ano seguinte. Os fãs enloqueceram. Foi ótimo.


Music Street Journal: A canção 11 “Christmas Eve” também apareceu no disco bônus do EP Christmas Songs de 04.

Candice Night: Isso foi como colocamos nossos dedões na água e vimos como seria a resposta em relação a tocar esse tipo de música. Nós na verdade colocamos no Beyond the Sunset: The Romantic Collection. Nós colocamos lá para os fãs como uma surpresa natalina, como um presente por terem comprado aquele álbum e as resposta foi fantástica! Mesmo não estando em um álbum completo de canções festivas, aquela canção "Christmas Eve" foi para o lugar 38 na parada da Billboard de Música Contempodânea Adulta de singles e ficamos surpresos porque o Blackmore´s Night nunca foi aceito comercialmente no rádio, especialmente rádio adulto contemporâneo aqui e ver que essa canção foi celebrada tão amavelmente e de fato entrou nas paradas americanas foi algo que nos impressionou. Então foi um ótimo sinal para nós de que era uma boa direção para ir e obviamente se as pessoas gostaram então deveríamos continuar fazemos mais desse material.


Music Street Journal: Como você decidiu incluir “Wish You Were Here” do Shadow of the Moon nessa lista?

Candice Night: Foi por alguns diferentes motivos que queríamos incluir ela. Um era que muitas pessoas não podem ir pra casa nos feriados. Somente a citação "Queria que você estivesse aqui" para muitas pessoas realmente atinge a casa nessa época do ano. Eles estão presos em algum lugar no mundo, então pensamos que esse sentimento sempre é verdadeiro. As pessoas que você nunca realmente pensa infelizmente, mas que deveríamos. Tentamos dar a elas algum calor e conforto através da música. Também o fato de citar a neve no conteúdo da letra, o que leva ao período natalino ou ao inverno. O outro motivo é que "Wish You Were Here" era uma canção originalmente feita por Rednex. Eles são uma banda escandinava e essas canção se deu tão bem no mundo e por algum motivo na America temos uma tendência a não prestar atenção a material que vem do outro lado do oceano. Há alguns artistas maravilhosos por aí e de tempos em que vamos em turnê para lá somos expostos a muito dessa música. Então realmente pegamos muito de artistas europeus e a canção do Rednex era uma delas e mesmo se dando bem por lá (Acho que foi número 1 por 16 semanas na Alemanha) parecia que muitos aqui na America nunca tiveram a chance de ouvir. Mesmo tendo originalmente no Shadow of the Moon, nós queríamos renovar ela um pouco e trazer ao álbum natalino porque mencionava a neve e o sentimento caloroso das pessoas que queriam estar para os feriados e dar mais uma oportunidade para as pessoas reconhecerem ou saberem que está nesse ábum para ouvirem.


Music Street Journal: Fale um pouco sobre “Lord of the Dance/Simple Gifts."

Candice Night: Essa é uma história interessante pois mesclamos duas músicas em uma. “Lord of the Dance” é de Sydney Carter e é principalmente o conteúdo da letra. Mas tínhamos um medley dela com “Simple Gifts” que é uma melodia de Shaker escrita no tardar de 1700’s, início de 1800’s. Essa era a melodia original dela e parte do conteúdo da letra que acabamos tirando dessa canção escrita por Joseph Bracket que era um Shaker. Quando Sydney Carter ouviu-a, ele a mudou em 1963 e adicionou sua letra como “Lord of the Dance.” Então para nós foi como um sinônimo do que gostamos de fazer como Blackmore’s Night, que é não somente pegar melodias tradicionais mas o sentimento da música, que soou tão verdadeiro quando você ouve as palavras, basicamente apenas para você curtir a simplicidade da vida e as coisas que você tem e realmente não tentar se comparar ao seu vizinho e o que ele tem que são maiores e melhores e apreciar as coisas que você tem na palma da mão. Uma vez que você aprecia desse jeito, esses são seus presentes ai. Eu pensei que o sentimento de “Simple Gifts” realmente personifica o que o Blackmore’s Night tenta passar para as pessoas na maiorias de nossas canções através dos anos e com “Lord of the Dance” nós gostamos de deixar todos em pé e ser celebrativo e aproveitar a música e ter aquele escapismo deixando a música te levar para um lugar diferente e esquecer todo seu stress e pressões do dia e aproveitar o momento. Então para nós fez perfeito sentido tentar fazer uma mistura dessas duas canções.


Music Street Journal: Que canção festiva você realmente queria colocar no álbum mas não pode e colocaria numa sequência para ele?

Candice Night: “O Tannenbaum” ou “Oh Christmas Tree.” Eu acho que é uma das mais simples mas mais bonitas canções. “The Holly and the Ivy” é outra e é uma das mais antigas junto com “I Saw Three Ships” que se pode traçar para centenas de anos atrás. Eu adoraria tocar “O Tannenbaum” ou “Coventry Carol.” Eu sou movida às canções mais simplistas que você pode pode se emocionar e pode realmente apreciar a magia da natureza e da temporada. Muitas dessas canções são baseadas na magia da temporada. Por exemplo, quando pesquisamos em muitas dessas canções que a árvore de Natal na verdade começou a ser porque nos tempos antigos havia muitas árvores mágicas mas os pinheiros eles achavam mágicos porque mantinham-se verde por todo o ano. Eu realmente gostei da mensagem desse tipo de melodias.


Music Street Journal: 2006 foi bem atribulado para o Blackmore’s Night com turnês e dois álbuns. O que vocês tem planejado para 2007?

Candice Night: Sem sinais de diminuir! Sem descanso para os menestréis. O que fazemos nessa época do ano é fazer um show bem pequeno apenas para convidados de caridade num restaurante local e todos vêm em suas vestes renascentistas e as pessoas vêm de todos os lugares. Os ingressos são de graça mas pedimos uma doação e passamos para as instituições de caridade para animais. Nós também acabamos de tocar um show em Paris. Foi a primeira vez que tocamos como Blackmore’s Night na França. Mesmo estando juntos por 10 anos nós finalmente tocamos em Paris então levaram muitas câmeras para o DVD que estamos filmando que esperamos que saia em 2007. Também estamos pensando em fazer um box set pelo nosso aniversário de dez anos de Blackmore’s Night. Então definitivamente muitas coisas em trabalho, também temos seis ou sete músicas já escritas para o próximo álbum, então iremos ao estúdio de novo. Estamos sempre trabalhando em datas de turnê. Estamos planejando tocar na America em outubro. Então iremos do outro lado do oceano em Abril e voltaremos pra casa no Halloween e poder tocar aqui. E você nunca sabe quando vai tocar em um estado ou país pela primeira vez porque muitas pessoas estão acostumadas ao nome de Ritchie que eles vão com isso em mente, que será um show de rock, que irão com uma mentalidade de rock e tocamos muito rock mas não é tudo que tocamos. Então o Ritchie consegue agora, após dez anos, tocar essas incríveis peças acúticas e essas incríveis introduções extendidas e solos que acho que não conseguiria tocar nos primeiros dias porque ele precisava se segurar no volume e no conjunto de Marshalls e todos gritando, o que é ótimo, é uma energia incrível. Mas quando você está tocando algum instrumento acústico algumas vezes você só quer escutar e ficar naquela viagem que você está levando eles. Agora, dez anos depois nós realmente temos isso, essas audiências incríveis que procura algo diferente. São como pensadores independentes. Sim, apreciam e gostam de rock and roll mas também ouvem e procuram por mais, algo mais, algo diferente. Então sua demografia passou de muitos caras roqueiros, para agora há crianças e esposas vêm porque elas gostam do vocal feminino mais leve e gostam de vestir e todo o romantismo e claro o nome de Ritchie sempre será sinônimo de habilidade e talento e incrível tocabilidade num hurdy gurdy ou guitarra ou violão ou mandola.


Music Street Journal: É surpreendente que as audiências americanas têm sido receptivas à esse estilo de música tão europeu?

Candice Night: Sim e não. A imprensa européia pergunta o mesmo. Vocês não tem essa história na America, como os americanos apreciam esse estilo de música. Para mim, quando alguém diz que não temos esse tipo de história, eu penso em dizer a eles "diga ao Grand Canyon que não temos esse tipo de história.” Temos muita história mas um pouco diferente. E como americanos temos uma imaginação maior do que qualquer um. Tenho muitos amigos que vivem nesses lugares, como Alemanha e passam por castelos do século XII todo dia tanto que não os vêem mais. É como olhar a um arranha-céu para eles. Sendo americano você vai lá e vê esses castelos de contos de fadas em que tocamos e você coloca as mãos nas paredes de pedra e pensa sobre as histórias que se passaram ali e o mistério de anos e se essas paredes pudessem falar e trazer essas histórias para música. Há tanta profundidade e dimensão. Nós, eu acredito, como americanos temos uma maior apreciação para isso porque não os vemos freqüentemente. Mas também acredito que há um grande movimento subterrâneo aqui. Em todo estado há uma feira renascentista que acontece durante todo o ano. Algumas dessas feiras atingem de 200,000 a 500,000 pessoas quando abertas. É uma grande quantidade de pessoas indo e curtindo esse estilo de vida medieval e renascentista mesmo que seja apenas por um dia.


Music Street Journal: O que é mais agradável, gravar material original ou tomar canções históricas e colocar no seu estilo?

Candice Night: Eu acredito que o que é interessante sobre o que fazemos nas nossas interpretações de coisas é ter aquela liberdade criativa. Então isso acaba funcionando em todos os níveis, estando retrabalhando em algo do passado recente como os 1970’s ou 1570’s ou criando algo próprio. Nós chamamos de “colocar pela máquina Blackmore-zante.” Ritchie tem uma mente tão incrível, ele é um tocador tão improvisionanter,você poderia tocar algo para ele, até “Mary Had a Little Lamb” e ele não poderia em sua vida tocar exatamente como ouviu ela. Tem que sair dele de outro jeito. É ai que muitas de nossas músicas vêm. Essas canções medievais ou renascentistas irão passar pelo Ritchie e em seu modo de não conseguir tocar exatamente como ele a ouviu, elas acabam tendo uma interpretação completamente nova. Mesmo sendo uma canção de Joan Baez ou Deep Purple ou Rainbow, Eu acredito que ele está gostando dessa liberdade de não estar naquela caixa, aquela estampa de que você só pode tocar música rock and roll. Porque ele tocou rock por 45 anos, então uma vez que você consegue sair dessa caixa e tocar folk music ou música de taverna e deixar todos de pé e ter um bom tempo, pelo mesnos ele tem essa liberdade e ele não tem as limitações daquela caixa.


Music Street Journal: Qual foi o último CD que você comprou ou tem ouvido ultimamente.

Candice Night: Era um CD ao vivo da Sarah Brightman chamado Harem. Nós sempre estivemos extasiados por ela e vimos seu concerto. Para alguém que não é muito tocada em rádio, é ótima a platéia que ela tem, misturando ópera e música pop. Seu alcance vocal é incrível. Ela veio ao nosso show em Hamburgo. Nós ouvimos o dia todo que ela talvez viesse. Imagine a pressão como cantora que tive o dia todo sabendo disso. Antes de entrar no palco eu disse para o Ritchie: "Acho que consigo ver ela em um dos camarotes" e ele foi tão bom e disse: "não, ela ligou e cancelou". Então eu consegui respirar! Eu estava apavorada de ter que cantar na frente dela. Bem depois, ele disse, “na verdade eu menti, ela está aqui e eu fiquei apavorado a noite toda então pelo menos você não esteve!”


Music Street Journal: Qual foi o último concerto que você foi por diversão própria

Candice Night: Nós acabamos de ir ver Ian Anderson tocar com uma orquestra pequena. Ritchie e eu fomos ver ele tocar. Eles são amigos a muito tempo. Obviamente ficamos completamente extasiados. Tivemos que sair mais cedo pois Ritchie não gosta de ir ao backstage, ele não gosta de incomodar as pessoas, ele gosta de ir pela porta dos fundos e ir embora, mas tanta gente estava em cima dele que ele decidiu sair pela porta dos fundos. Ian Anderson, ele tem tanta genialidade, tocando flauta ou os incríveis arranjos intricados das músicas, eles são tão difíceis mas tão incríveis que ele não perde ninguém mesmo que sejam tão intricados.


traduzido por lenny

3 comentários:

  1. nossa, muito boa entrevista...
    vs traduziram td? q se o fizeram, tiveram uma santa paciência... mas por eles td vale a pena
    bjus

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  2. oi bia, traduzi tudo sim :)
    A entrevista é muito boa, vale o esforço sim!

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